Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná 

Presidente de Honra

Presidente de Honra

A trajetória de um homem de fé Qualquer biógrafo que se detiver em historificar os primeiros dezessete anos da vida do pastor Nirton dos Santos, não hesitará em classificá-los como uma amarga sucessão de tragédias.  A seguir a história de um homem de fé.

Infância
Nascido na localidade de Medeiros, com dois anos viu seu pai falecer; o padastro, um carrasco implacável, passou a criá-lo sob a selvageria de um chicote.

A pobreza material, a carência de afeto, a ignorância espiritual, tornavam a vida um tormento para o pequeno rapaz.

Semanalmente, embora contasse com apenas seis anos, o padastro o obrigava a caminhar quinze quilômetros a pé, em direção a praia de Itajuba, para procurar resto de peixes entre as redes dos pescadores; outras vezes, a única comida sobre a mesa era sangue de boi cozido.

Mesmo contrariando o rude padastro, conseguiu freqüentar por um ano os bancos escolares e, assim, toda sua formação acadêmica ficaria resumida em um único ano primário.

A mãe se desesperou, entrou em profundo estado de depressão e não poucas vezes o pequeno Nirton teve que tirar cordas e cipós das mãos da progenitura que buscava a morte. Numa tarde, porém, ao retornar da roça, o garoto encontrou a mãe enforcada em um lençol, acima de sua própria cama.

O padastro desapareceu e, então, Nirton e sua única irmã, foram levados para diferentes casas. A dor da separação e as saudades da mãe levaram também, um ano depois, a menina a adoecer e morrer.

Por alguns meses Nirton permaneceu na casa de um tio, em Joinville; sendo, no entanto, a família numerosa, teve que perambular por inúmeras casas. Com uma pequena trouxa de roupa debaixo do braço e um chinelo velho nos pés, palmilhava as estradas da existência. Na mente, uma única indagação: conseguirei sobreviver?

De fato, aos dez anos, Nirton era apenas mais um menino de rua, órfão de pais e carente de tudo. Destes meninos cujas aparências não atrai ninguém, cuja presença as vezes se torna incômoda para aqueles que nunca precisaram se preocupar com a sobrevivência, aqueles cujo pão sempre foi garantido por antecedência e em cujas vestes nunca se viu um remendo.

Para ele, ao contrário, a vida não sorria naqueles sombrios anos de sua infância. Mas, a vontade de encarar o futuro suplantou a aridez dos maus tratos, a dureza das tarefas impostas, as privações aviltantes. O menino Nirton preferiu mostrar-se superior ao meio e as circunstâncias em que o destino o colocara.

» Conversão » Início na Obra » Perseguição » Separação ao Ministério » Presidente da CIADESCP » Conselho aos Obreiros