Base Nacional Curricular ainda contém ideologia de gênero

Apesar do Ministério da Educação (MEC) ter anunciado em 2017 que suprimiu a palavra gênero da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a ideologia de gênero continua presente nos documentos que orientam a educação no país. A afirmação é da psicóloga Marisa Lobo, especialista em Direito Humanos e Saúde Mental e militante contra a ideologia de gênero junto parlamento federal. “A nova base está infestada dessa proposta”, garante ela.

Na palestra proferida durante o Fórum da última sexta-feira, Marisa denunciou a perseguição promovida por ativistas do movimento LGBT contra parlamentares e profissionais da psicologia que, como ela, são contrários à ideologia de gênero e outras bandeiras contra a família. “Fui processada e condenada a pagar R$ 30 mil por denunciar discursos que favorecem a aceitação da pedofilia”, relata.

Marisa também mostrou as consequências observadas em países que adotaram leis flexíveis em relação ao aborto e questões de gênero. “Estudo da Associação Americana de Pediatria mostrou que nos Estados Unidos a taxa de suicídio é 20 vezes maior entre pessoas que fizeram cirurgia “trans”, cita. No Canadá as leis já garantem que o documento de identificação dos recém-nascidos não indique mais o sexo, para que a criança “decida o seu gênero, quando crescer”.

De acordo com a deputada federal Geovânia de Sá, que também palestrou no Fórum, legislações como essa avançam pelo mundo todo e podem virar lei também aqui no Brasil. “Atualmente temos mais de 900 projetos de lei tramitando no Congresso Nacional que atingem, de alguma forma, a família”, informa.

Na opinião dela a igreja precisa reagir a isto ocupando espaços públicos dentro e fora da política. “Nossa luta hoje é para conquistar duas cadeiras no Conselho Nacional de Educação a fim de impedir que este tipo de ideologia seja introduzido nas escolas”, exemplifica.

Outra arma contra a propagação dessas ideias é a orientação correta das crianças em relação a assuntos como sexualidade e identidade. Até o final deste mês, será lançada nacionalmente uma revista em quadrinhos direcionada ao público infantil, onde estes temas são tratados na linguagem da crianças e sob a perspectiva cristã. O material, elaborado pela psicóloga Marisa Lobo com ajuda de diversos profissionais da saúde, psicólogos e juristas, terá versões em inglês, espanhol, francês e claro, em português. A revista “Viva a Diferença – valorizando a família”, também será disponibilizada gratuitamente para que as igrejas personalizem com sua logomarca e utilizem o material na educação de crianças e adolescentes.

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