Ideologia de Gênero nas escolas fere a legislação do país

“Você concorda que uma criança de até 12 anos de idade tem direito ao prazer sexual? Pois o Ministério da Educação acha que sim”, denunciou o deputado estadual Ismael dos Santos, referindo-se ao artigo quinto da declaração dos direito sexuais, presente no Guia Escolar 2011, distribuído pelo governo federal.

Na segunda palestra do Fórum de Debates, realizado na última sexta-feira (09) pela Comissão Pró-Política da CIADESCP, o deputado falou sobre “Doutrinação e ideologia de gênero nas escolas e seus efeitos”. Ele mostrou como a introdução desta ideologia na Educação fere medidas protetivas à criança e ao adolescente, estabelecidas pelo Código Civil, pelo Código Penal, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela própria Constituição que, em vários artigos, reconhece e protege a fragilidade psicológica da criança e do adolescente.

De acordo com o deputado, grupos ideológicos estão tentando impor à sociedade brasileira através de leis e políticas públicas, práticas inaceitáveis como a difusão do aborto, a legalização do incesto, o incentivo aos jogos sexuais infantis e liberação de práticas sexuais bizarras.

Uma das táticas tem sido a tentativa de incluir no currículo escolar a ideologia de gênero. Essa ideologia defende que “a sexualidade de uma pessoa não depende da biologia, mas de condições impostas pela sociedade” e que “o sexo é uma construção social”. Na prática, os defensores dessa ideia afirmam que até os dez anos a criança não possui “sexo definido” e, portanto, deve ser orientada livremente a comportar-se como homem ou mulher.

Segundo Ismael dos Santos, ideias como esta tem feito parte do treinamento de professores de escolas públicas e de cartilhas, distribuídas aos alunos, muitos deles ainda no ensino fundamental. “Como cristãos e cidadãos deste país, não podemos permitir que educadores utilizem as escolas como laboratório, expondo nossas  crianças à desconstrução do conceito de família e ao processo de  erotização precoce. Defendemos o fortalecimento do conceito biológico, científico, jurídico e bíblico da família e não concordamos com a aceleração do processo de erotização  das nossas crianças”, diz.

Ele lembra que o tratado da Convenção Americana de Direitos Humanos, do qual o Brasil é um dos países signatários, garante aos pais o direito a que seus filhos recebam educação religiosa e moral de acordo com suas convicções. “À escola cabe ensinar, mas educar é missão da família” enfatiza o deputado.

Ismael diz ainda que a luta contra a presença da ideologia de gênero nas escolas precisa ser embasada não apenas nas Sagradas Escrituras e nos princípios da fé cristã, mas também nas leis que protegem a integridade física e moral da crianças e do adolescente, bem como a autonomia da família em relação à educação dos filhos. Ele incentiva os pais a encaminharem à direção da escola uma notificação extrajudicial, caso seus filhos sejam expostos a este tipo de conteúdo em sala de aula.

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